Depois de lançar sua nova linha baseada em ativos da biodiversidade latino-americana – Natura Amor América –em pleno deserto de Atacama para 22 jornalistas de beleza no dia 12 de janeiro, a Natura vai lançar a coleção em março para o público brasileiro, em maio para o próprio público latino-americano e em outubro para o mercado francês.
A linha teve seu nome inspirado num poema do poeta chileno Pablo Neruda Amor América e celebra integração da América Latina através de ativos da biodiversidade latino-americana, como o Palo Santo, proveniente da região do Altiplano Andino (Argentina, Chile, Peru e Equador) e a Paramela, um arbusto aromático encontrado nos campos desérticos e frios da Patagônia.
Foram desenvolvidos três produtos com cada um destes ativos. Com Palo Santo, madeira perfumada, tradicionalmente usada como incenso em certas regiões dos Andes, foi desenvolvida a Essência Palo Santo, uma fragrância floral, com notas resinosas e ambaradas; o Kachi, um sal de banho para ser usado em escalda-pés ou banhos de banheira; e Los Misterios, um perfumador de ambiente composto por pastilhas de cerâmicas e óleo para aromatização. Com o óleo essencial da Paramela, que na Patagônia é usada é usada em infusões para combater o frio, a Natura também lançou três produtos novos. A Essência Paramela, com uma fragrância fresca, frutada, com leves notas de mel; Misqui, um óleo corporal com uma textura especial e Paine, uma emulsão mentolada para massagear as têmporas e a região atrás do pescoço, para proporcionar relaxamento e frescor.
“O desafio foi criar fragrâncias que despertassem sentimentos e transportassem as pessoas para a região de onde cada óleo foi extraído, permitindo que elas vivenciem a experiência de estar lá”, explica Verônika Kato, perfumista da Natura.
Os frascos foram inspirados nos potes e jarros dos povos da América Latina, desenvolvidos pela designer Filomena Padrón.
Além dos produtos, Natura Amor América trará dois livros com imagens dos ambientes retratados, que farão parte de um conjunto especial de lançamento, disponível apenas no primeiro ciclo de venda da linha em cada país. As imagens são de autoria do fotógrafo Roberto Linsker e os textos do jornalista e redator Marcelo Macca, que participaram do desenvolvimento da linha desde o início.
A continuidade da linha se dará com até dois novos ativos exclusivos por ano, representados em uma essência e dois produtos complementares que contam histórias e costumes da região, com nomes retirados de palavras indígenas ou da cultura popular.
AMOR AMERICA
(Pablo Neruda)
Antes de la peluca y la casaca
fueron los ríos, ríos arteriales;
fueron las cordilleras, en cuya onda raída
el cóndor o la nieve parecían inmóviles;
fue la humedad y la espesura, el trueno
sin nombre todavía, las pampas planetarias.
El hombre tierra fue, vasija, párpado
del barro trémulo, forma de la arcilla;
fue cántaro caribe, piedra chibcha,
copa imperial o sílice araucana.
Tierno y sangriento fue, pero en la empuñadura
de su arma de cristal humedecida,
las iniciales de la tierra estaban
escritas.
Nadie pudo
recordarlas después: el viento
las olvidó, el idioma del agua
fue enterrado, las claves se perdieron
o se inundaron de silencio o sangre.
No se perdió la vida, hermanos pastorales.
Pero como una rosa salvaje
cayó una gota roja en la espesura,
y se apagó una lámpara de tierra.
Yo estoy aquí para contar la historia.
Desde la paz del búfalo
hasta las azotadas arenas
de la tierra final, en las espumas
acumuladas de la luz antártica,
y por las madrigueras despeñadas
de la sombría paz venezolana,
te busqué, padre mío,
joven guerrero de tiniebla y cobre,
o tú, planta nupcial, cabellera indomable,
madre caimán, metálica paloma.
Yo, incásico del légamo,
toqué la piedra y dife:
Quién
me esper? Y apreté la mano
sobre un puñado de cristal vacío.
Pero anduve entre flores zapotecas,
y dulce era la luz como un venado,
y era la sombra como un párpado verde.
Tierra mía sin nombre, sin América,
estambre equinoccial, lanza de púrpura,
tu aroma me trepó por raíceshasta la copa que bebía,
hasta la más delgada
palabra aún no nacida de mi boca
Curiosidades*
O “palo santo” pode ser encontrado nas lojinhas da Calle Caracoles, em San Pedro do Atacama. Lascas da madeira perfumada são usadas por moradores do Altiplano Andino como uma espécie de incenso, para purificar ambientes e espantar maus espíritos, ou em rituais indígenas. Para a Natura, o “palo santo” agora tem ainda um outro significado: é um dos primeiros ativos escolhidos pela empresa para representar a biodiversidade latino-americana na linha recém-lançada Amor América.
Ela começou a ser concebida há quatro anos e representa um importante passo da empresa rumo à internacionalização. A idéia era encontrar no continente novas fragrâncias que traduzissem a cultura e a identidade da região. A primeira equipe exploratória da Natura, capitaneada pela então gerente de produtos Maria Paula Fonseca, foi a Cuzco, no Peru, e depois à Bolívia. Entrevistou moradores, visitou mercados, conversou com antropólogos e chegou ao “palo santo”, uma árvore que cresce junto aos Andes. O processo quase chegou a ser abortado porque tirar o óleo a partir das árvores seria insustentável. A solução veio de uma universidade no Peru, que em pesquisas vinha obtendo o óleo a partir do fruto do “palo santo”.
Hoje, a Natura mantém um acordo com a ONG Naturaleza y Cultura, que orienta uma comunidade no sul do Peru na colheita dos frutos do “palo santo”. Para evitar que a colheita afete a reprodução das árvores, apenas 10% dos frutos são retirados. O “palo santo” tornou-se uma nova fonte de recursos para a comunidade, antes baseada apenas na criação de cabras e na agricultura. A estratégia é parecida com a da linha Ekos, baseada na biodiversidade brasileira.
Do ativo “palo santo” foram lançados três produtos: a essência/perfume Palo Santo, o sal de banho Kachi (que na língua indígena quéchua significa sal) e o Los Misterios, um produto formado por uma cuba e pastilhas de cerâmica e um óleo aromatizador de ambientes. No caso do Los Misterios, a Natura se inspirou em um ritual dos povos da montanha, que queimam pastilhas de açúcar e cal junto a lascas de “palo santo” – as pastilhas representam desejos alcançados ou por alcançar.
Além do “palo santo”, a linha Amor América tem a fragrância Paramela, feita com o óleo tirado de um arbusto que cresce na região da Patagônia. A colheita é feita no fim do verão/início do outono na região do lago Buenos Aires/General Carreira e a planta é transportada por 600 quilômetros. Em uma fábrica na Argentina, é feita a destilação. O óleo essencial é então levado para a fábrica da Natura, em Cajamar (interior de São Paulo), onde serão feitos três produtos com o ativo paramela: a essência Paramela, o óleo corporal Misqui, e o creme mentolado Paine, para ser usado nas têmporas e atrás do pescoço.
Os novos produtos serão vendidos a partir de março no Brasil e lançados nos outros países em que a Natura opera – inclusive França – ao longo de 2008, segundo Fernando Del Mar, gerente de produto da linha Amor América.
A nova linha será uma plataforma para a internacionalização da Natura. “É o primeiro produto totalmente desenhado com uma dimensão internacional”, diz Pedro Passos, um dos donos da Natura e co-presidente do conselho de administração. Segundo ele, a idéia é de que a Amor América não seja identificada como uma linha para os países de língua hispânica da América Latina. Apesar disso, a expectativa é de que a linha seja um grande passo nos planos de ampliar a presença latino-americana na receita dos atuais 5% para 10% a 12% em quatro anos.
*Fonte: JORNAL VALOR 15/1/2008
ATENÇÃO: PROMOÇÃO CICLO 05 (13/03 a 02/04/2008)
Na compra de um dos perfumes de lançamento você ganha um estojo de miniaturas dos 2 perfumes (10 ml cada). Preço do perfume R$ 74,00.
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